Exportações da empresa, forte em telefonia móvel, cresceram 42,9% no trimestre
VIVIAN SCHETINI ESPECIAL PARA O JORNAL DO COMMERCIO
A Motorola registrou um crescimento de 42,91% nas exportações do primeiro trimestre de 2007 em relação ao mesmo período do ano passado. Em valores, passou de US$ 228 milhões para US$ 325,9 milhões. Parte desse sucesso se deu por causa de relações comerciais com países que estão economicamente em desenvolvimento como a Argentina e a China. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a empresa é uma das maiores exportadoras de produtos do Brasil para a Argentina, e uma das maiores importadoras da China. Segundo o Presidente da Motorola Brasil e vice-presidente do setor de Produtos Móveis para o Brasil, Enrique Ussher, a intenção é manter o mesmo padrão de negócios "Atualmente, a empresa é o maior exportador de tecnologia da informação, tendo exportado mais de US$ 5 bilhões entre 1997 e 2006. Para 2007, planejamos manter as exportações no mesmo patamar do ano passado" afirma.
Técnicos da área de TI apontam que uma das dificuldades da indústria brasileira na exportação é justamente a falta de novas tecnologias para vendas externas. "É importante que o governo determine uma agenda regulatória clara, para que as empresas tenham um plano de negócios definido para seus investimentos. Isso, com certeza, ajudaria," esclarece.
Perguntado sobre a importância de emergentes, como China, Índia e Rússia, Ussher diz que "hoje, o Brasil está entre os quatro países-foco para a companhia no mundo, juntamente com os países citados. Continuamos prontos para investir no país, como sempre investimos, se o mercado pedir. Até hoje foram US$ 500 milhões, grande parte deste montante para a construção de nosso Campus Industrial e US$ 250 milhões em projetos de pesquisa e desenvolvimento desde 1997".
O presidente da Motorola Brasil conclui que um dos fatores que torna a empresa competitiva nesse mercado em amplo desenvolvimento econômico é possuir tecnologias diferenciadas. "
A Motorola é uma das principais incentivadoras da adoção da tecnologia WiMAX no mundo. A empresa também investe no conceito de seamless mobility ou mobilidade total. É sobre estar conectado em qualquer lugar, e não importando o tipo de rede, infra-estrutura ou dispositivo. Ussher explica que isso vai ser percebido nos próximos anos por "usuários que terão à disposição terminais que permitirão vivenciar novas experiências de música, Internet e até TV. Além disso, a empresa investe no quadriplay e em novas tecnologias como banda larga via rede elétrica (BPL), WiMax e MEA (Mesh Enabled Architecture), CTP - telefone híbrido - celular e telefone fixo".
A Motorola está presente na América latina desde 1996, escolheu o Brasil para sediar sua base industrial. Para isso investiu em novas unidades e em especialização de mão de obra. E hoje tem como foco também outros países potencialmente em desenvolvimento. "Rússia, Índia e China possuem capacidade de alcançar mercados fortes em competitividade daqui a alguns anos, e por isso temos interesse em investimentos que os envolvam" afirma.
Atulmente, o Campus da Motorola abriga as operações industriais (terminais celulares e iDEN, e rádios bidirecionais) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Terminais Celulares e Infra-estrutura Celular, que possui três centros de excelência mundiais em Verificação de Integração de Software para Celulares, Messaging, e Aplicações e Serviços de Infra-estrutura.
O Programa de Desenvolvimento Tecnológico da Motorola já recebeu investimentos de mais de US$ 250 milhões. O que possibilita parcerias com Universidades brasileiras. No Brasil, a empresa está presente na comercialização de soluções de rede, acesso à Internet e TV por banda larga, cable modems, sistemas automotivos, soluções de telemática, sistema de banda larga sem fio Canopy, e desenvolve outras soluções para mercados corporativos e de comunicação pessoal.
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