Caderno Especial Sobre longevidade Empresarial
VIVIAN SCHETINI ESPECIAL PARA O JORNAL DO COMMERCIO
A burocracia é responsável pela demora na abertura de novos negócios no Brasil. De acordo com dados do relatório "Fazendo Negócios 2007: Como Reformar", do Banco Mundial e da International Finance Corporation, os brasileiros passam por 17 etapas que levam 152 dias para concluir a abertura de uma empresa. Isso significa mais que o dobro do tempo médio de países latino americanos. Esses gastam aproximadamente 73 dias em 10 etapas. E mais de nove vezes o tempo médio nos países desenvolvidos, que utilizam seis processos finalizados em 16 dias.
Os encargos burocráticos no Brasil comprometem a competitividade, já que impõem elevados prazos para a abertura e fechamento de empresas e excesso de formalidades, que elevam os custos. De acordo com diretor-superintendente do Sebrae / RJ, Sérgio Malta, o gasto para oficialização de uma nova empresa gira em torno de R$ 800,00. "Considerando custos com licenças, alvarás e documentação. Já o custo para se fechar uma empresa pode superar os gastos com a abertura".
Ultrapassados todos os desafios com a burocracia inicial, outro entrave é a manutenção do negócio nos primeiros anos de vida, já que as altas taxas tributárias consomem boa parte do orçamento da empresa.
O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, explica que "a carga tributária empresarial é uma das principais causas da mortalidade das empresas. São cerca de 62 impostos, e o excesso de burocracia compromete o capital de giro, podendo levar a empresa ao fechamento.
Mas, apesar de todas essas dificuldades, uma pesquisa sobre a taxa de sobrevivência das micro e pequenas empresas, divulgada este ano pelo SEBRAE, identificou que 78% das empresas do Estado do Rio de Janeiro sobreviveram aos primeiros dois anos de atividade. Segundo Sérgio Malta esse é um resultado bastante positivo. "O Estado do Rio de Janeiro pode comemorar esse dado, já que está acima da média nacional, que registrou um percentual de 78%". Além disso, isso "indica uma elevação representativa quando comparada com a pesquisa feita em 2004, que apresentou uma taxa de sobrevivência bem mais baixa. Cerca de 49% no Estado e 51% no Brasil".

O ideal, de acordo Sérgio Malta, é que o novo empreendedor "se informe corretamente e planeje suas ações, antes de abrir uma empresa. É necessário conhecer todo o processo burocrático, além das exigências que precisam ser cumpridas no cotidiano de suas atividades. É importante que o empresário procure informações no município em que pretende estabelecer o seu negócio, checando os documentos e procedimentos exigidos, assim como o tempo que leva para conseguir as licenças e autorizações necessárias. Além disso, para que o empresário não seja pego de surpresa, ele deve saber qual o custo (taxas e impostos) a serem pagos pelo seu estabelecimento.
Nesse momento o acompanhamento de um profissional qualificado é fundamental para manter a contabilidade da empresa em dia, cumprindo todas as obrigações, evitando assim, multas e ranstornos futuros" detalha.
Em Juiz de Fora, a Campe (consultoria e assessoria a médias e pequenas empresas) presta esse tipo de orientação para quem vai abrir um novo negócio. O diretor-presidente da Campe Consultoria Jr., Miguel Neves De Vito, afirma que "a atuação se dá na realização de projetos de consultoria que visam orientar o empreendedor das dificuldades encontradas em se abrir um negócio, sejam elas mercadológicas, financeiras ou ainda jurídicas". Por ser uma instituição com finalidade não-econômica, a Campe possibilita ao empresariado da região projetos de alta qualidade e com baixo custo em relação a maior parte da empresas de consultoria de mercado. Com esse tipo de orientação, o risco de um mau investimento diminui drasticamente.
A Campe é uma instituição civil sem fins econômicos, cujo objetivo é a prestação de serviços de qualidade e o fornecimento de capacitação para os alunos da Faculdade de Economia e dministração da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É uma empresa que, em seus 15 anos de existência conquistou certificações como NBR ISO 9001:2000, balizados pela satisfação do cliente final, bem como pela prestação de serviços de qualidade. "Hoje, a Campe se coloca entre as melhores empresas juniores do Brasil, sendo exemplo na qualidade de sua gestão e de seus projetos, bem como pelas suas ações socialmente responsáveis" disse De Vito.

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